Vivemos em uma sociedade machista, que possui fatos e dados históricos que evidenciam as condições de inferioridade e submissão às quais as mulheres foram submetidas ao longo dos anos, agora conta com uma revolução: a mulher reivindicando seus direitos e cumprindo seus deveres.
Na Idade Média, São Tomás de Aquino dizia que "ela era um ser acidental e falho e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força e dignidade". Esta frase deixa explícito que até mesmo os grandes filosófos e pensadores consideravam a mulher como um ser dotado de pouca inteligência, que possuía caráter falho desde o nascimento e por isso deve sempre está submetida às ordens de um homem. Na Idade Moderna, Rousseau disse que a mulher era um ser destinado ao casamento e à maternidade.
Esses são pensamentos que comprovam o grande preconceito e a discriminação que as mulheres sofrem. Na verdade, o homem sempre portou-se com máxima autoridade, principalmente sobre a mulher. Geralmente,no relacionamento, considera a companheira como um objeto, do qual tem a posse absoluta. Com isso passou a regular seus comportamentos e a proibir certas atividades, a agredí-la e/ou espancá-la frequentemente por motivos fúteis.
Além da discriminação, como se não bastasse, as letras musicais usam termos pejorativos como "piriguetes", "cachorras", para expor a mulher como um simples objeto sexual, dotada apenas de belas curvas, mas desprovida de qualquer tipo de inteligência. Ainda é notório que, apesar de subentendido, que os meios de comunicação brasileiros exibem diariamente porpagandas de venda, de oferta de pordutos usando a imagem da mulher. É com apresentação de mulheres seminuas que atrai o olhar do telespectador masculino, de certa forma, iludindo-o, já que a mulher presente na propaganda não será incluída no pacote no momento da compra.
Com o passar dos séculos, a revolução feminista disseminou-se por todo o mundo e, a partir do momento em que as mulheres perceberam que mesmo sem grande força física possui grande capacidade intelectual para poder transformar a sociedade em que vive e adentrar no mercado de trabalho com as mesmas oportunidades e possibilidades que qualquer homem, começaram a investir na luta. Mas, isso só acontecerá efetivamente quando for sanada a ideia de muitos, de que a mulher deve ser subordinada.
Portanto, pode-se afirmar que, para reverter esse quadro é preciso que a mulher adquira cada vez mais autonomia e independência, principalmente para desmistificar o mito de ser frágil, incapaz e de ser eternamente "dócil" e poder atuar de forma igualitária em todas as dimensões da sociedade.

